Lili e Luan – Um sonho nascido no coração de Deus 1

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Olá pessoal, eu não me canso de ler e me emocionar com a história dessa semana. Fui generosamente agraciada pela Lili e o Luan com uma história linda. Espero que cada pessoa que seja alcançada com essa história de amor seja também alcançada pela mão de Deus e que Ele possa nutrir sua fé e sua esperança de que Deus ainda é o mesmo. E ele tem planos para sua vida.

Lencinhos na mão e vem se emocionar comigo…

Todas fotos pertencem ao acervo pessoal de Eliadma Parreira e Luan Moura é proibido a reprodução ou utilização sem autorização prévia.

Lili e Luan - Um sonho nascido no coração de Deus 1
…mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.

 

Tudo começou em 2013, num período conturbado para ambos. Eu, Lili, estava reestruturando minhas emoções por ter acabado de terminar um relacionamento de muitos anos; decidida a não ficar com mais ninguém que não fosse meu futuro marido. Luan, meu esposo, na época estava enfrentando uma trauma na coluna que, segundo médicos, sem cuidados específicos poderia até deixá-lo paraplégico em alguns meses. Ele não pensava em romances, temia se apaixonar nesta fase pois se sentia doente e sem uma perspectiva clara sobre seu futuro.
No começo de agosto, dois amigos em comum que nós tínhamos (e ainda temos) tiveram a ideia de nos apresentar. Diziam pra mim que Luan era a pessoa ideal pro meu coração. E pro Luan, a mesma coisa. E se a impressão deles estivesse errada, ao menos seríamos excelentes amigos, pois combinávamos bastante. Então, resolvemos iniciar essa amizade.

Dia 5 de agosto de 2013, no Facebook. Aquele frio na barriga e a sensação de que alguma coisa maravilhosa estava por vir. Fui até a Linha do Tempo dele e vi tudo o que compartilhava. Cada foto, cada texto, cada vídeo transmitia Deus. Enquanto eu “stalkeava” aquele rapaz de 22 anos – e eu tinha 20 – meu coração batia muito forte. Então alguma coisa me fez ir direto para os vídeos dele. Havia um muito especial: ele cantando a música Capacita-me, de Anderson Freire.

“Quebranta-me, dilata em mim
Um coração que queira Te agradar
Coração disposto a Te adorar
Quebranta-me, dilata em mim
Um coração com Suas intenções
Faz de mim um ser humano capacitado pra amar”

Tudo o que eu mais queria era ter a chance de amar alguém que amasse a Deus acima de todas as coisas. Acima de mim inclusive. Um homem com os mesmos princípios. Que também esperasse por seu amor ao invés de “ficar” sem compromisso. Eu sonhava com o dia de poder estar ao lado de um homem que tivesse um coração disposto a adorar a Deus e capacitado a amar o próximo. Enquanto eu o ouvia interpretando esse louvor, o Senhor me dizia que aquilo não tinha sido cantado com a boca, mas com a alma. Ele era essa pessoa. Meus olhos se encheram de lágrimas. Então Deus me fez lembrar das noites em que eu me ajoelhei e pedi a Ele um marido. Não um namorado. Como eu havia feito outras escolhas que não deram certo, dessa vez eu queria me relacionar apenas com o homem que fosse ser o meu marido. E o Senhor me mostrava que era ele. Comecei a chorar em frente ao computador descontroladamente. O choro se tornou em oração e a oração se tornou em adoração. Eu não conseguia entender muito bem isso, mas com o passar do tempo tudo ficou claro. Eu não queria acreditar que Deus tinha enviado o meu amor tão rápido. Então fui seguindo em meu interesse pela amizade dele, já que não queria acreditar plenamente no que meu coração dizia. Era o mais racional, inclusive, porque nem havíamos conversado.

Dia 6 de agosto de 2013, as 23h, ele me chamou no messenger do Facebook. Ele com muita cautela e até com certa depreciação, se apresentou a mim. A intenção dele era não gerar interesse em mim, ele quis ser bem realista . E ele não queria se apaixonar por alguém daquele jeito. Mas cada palavra que ele dizia me fazia enxergar o coração dele. E o coração dele é a coisa mais rara que eu já conheci. Eu queria morar num coração daquele para sempre. Conversamos até 4h do dia 7. Depois trocamos telefones e por dias passamos a nos falar quase que 24h por dia. Ele cantava pra mim toda noite antes de eu dormir. As vezes eu dormia no telefone enquanto ele cantava. Nós líamos a palavra junto. Orávamos junto, cantávamos junto. Tudo por telefone.

Dia 10 de agosto nos conhecemos pessoalmente. Dia 17 ele estava na minha casa. Fui apresentar meu novo amigo à minha mãe. Ela desde cedo desconfiava do meu interesse, mas como qualquer mãe naquelas circunstâncias, não queria que eu me envolvesse com ninguém por eu estar sozinha há pouco tempo. Então eu e ele começamos o nosso propósito de oração. Ficamos até 08 de março de 2014 em côrte para, então começarmos a namorar oficialmente no dia 9. Meu pai deu a permissão em lágrimas. Ele mesmo não sabia explicar porque ele estava chorando por apenas dizer um “sim” a um rapaz que pedia a minha mão em namoro. Mas hoje sabemos que foi um toque de Deus que dizia: Ei Abraão, esse aí é o genro que eu separei pra cuidar muito bem da sua filha hehehe.

Depois de um ano, no dia 09 de março de 2015, nós noivamos e marcamos a data do casamento para o dia 06 de agosto de 2016. Começamos a procurar por vários salões e nenhum deles nos agradava plenamente. Até que conhecemos o Vale dos Sonhos e parecia que o local tinha sido planejado através de tudo que havíamos sonhado. Mas tínhamos dois poréns: 1) Era caro demais pra nós e 2) eles não tinham a data. Sobre o valor, algo me dizia que ia dar tudo certo. Eu estava bem empregada, ele trabalhando, então “íamos dar conta”. E sobre a data, escolhemos o dia 07 de setembro após uma sugestão da minha mãe; sugestão essa que foi confirmada por Deus ao nos mostrar que o número 7 foi escolhido para fazer parte de grandes milagres na bíblia e também seria o número da perfeição para nós.

No natal de 2015 ele salvou minha vida. Vivemos a parte da “doença” presente nos votos (na saúde e na doença…) antes mesmo de casar.
No dia 22 de dezembro eu senti dores abdominais insuportáveis e fui diagnosticada com infecção urinária. Passei 2 dias tomando medicações que me fizeram melhor bastante.

Chega a véspera de natal. Luan me liga e começa a perguntar várias coisas sobre minha saúde e como eu estava me sentindo, premeditando que eu estivesse com outro problema. Ele, então, pede pra eu ir ao hospital com urgência. Eu não queria, pois estava me sentindo muito melhor. Mas ele insistiu e pediu que meu pai me levasse o mais rápido pro hospital que ele iria pra lá me encontrar assim que saísse do trabalho. Após exames e tomografia, descobriram que meu apêndice estava prestes a estourar. Sala de cirurgia imediatamente. Então Luan chegou e ficamos numa atmosfera de gratidão a Deus por ter colocado no coração dele que eu precisava ir ao médico. Fui operada e por semanas ele foi meu enfermeiro particular juntamente com minha mãe. Demorei pra recuperar, pois a cirurgia foi aberta, tive convulsão pós operatória, e cada dificuldade servia para nos unir mais. Hoje a minha cicatriz é a nossa “marquinha do amor”.

Então 2016 chegou com tudo: Eu desempregada e me recuperando numa cama, ele apertado financeiramente, faltando pouco tempo pro casamento. Quando meu período de repouso acabou, eu estávamos loucos atrás de dinheiro e o Senhor me fez descansar e fazer o que eu amava e tinha deixado de lado por trazer pouca remuneração: dar aula de dança. Foi o que me manteve estruturada para enfrentar as demais dificuldades que viriam pela frente. Enquanto isso Luan não se deu ao luxo de fazer o que gosta, como eu. Ele trabalhou incessantemente, como nunca vi igual.

 

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